Franceses conquistam três top 10 individuais e uma medalha no revezamento misto nos Jogos Mediterrânicos 2026

LB
Por Luc Beurnaux

Publicado em qua., 9 de setembro de 2026

Atualizado em qua., 9 de setembro de 2026

Franceses conquistam três top 10 individuais e uma medalha no revezamento misto nos Jogos Mediterrânicos 2026
© KMSP/CNOSF

Taranto, na região italiana da Puglia, recebeu de 21 de agosto a 3 de setembro a 20ª edição dos Jogos Mediterrânicos, uma espécie de Jogos Olímpicos reservada aos países banhados pelo Mediterrâneo. Entre as 32 modalidades do programa estava o triatlo, disputado em formato Sprint, com 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida, no dia 31 de agosto.

Na prova individual masculina, um grupo de quatro triatletas formado pelo grego Panagiotis Bitados, pelos italianos Euan De Nigro e Riccardo Cultore, e pelo espanhol Eduardo Blanco Mollá, que saiu primeiro da água após os 750 m de natação, abriu a prova nos 20 km do ciclismo.

O quarteto abriu mais de um minuto sobre o grupo perseguidor, puxado principalmente pelo marroquino Jawad Abdelmoula, bastante conhecido na França por morar em Rennes, onde é bombeiro profissional. Ex-atleta do Poissy Triathlon, ele agora defende o Triathlon Club de Liévin, pelo qual disputa o Campeonato Francês de Clubes.

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Medalhista no Campeonato Mundial Sub-23 do ano passado, o italiano De Nigro parecia bem colocado para dar o ouro ao seu país. Mas foi Bitados, medalhista no Campeonato Europeu, quem levou o título, completando os cinco quilômetros de corrida em 15’33. O grego venceu com oito segundos de vantagem sobre De Nigro, enquanto Blanco Mollá completou o pódio.

Top 5 masculino

1 - Panagiotis Bitados (Grécia): 53’47

2 - Euan De Nigro (Itália): 53’55

3 - Eduardo Blanco Mollá (Espanha): 54’13

4 - Jawad Abdelmoula (Marrocos): 55’31

5 - Gültigin Er (Turquia): 55’39

Entre as mulheres, o ouro ficou com a italiana Bianca Seregni, depois de uma notável fuga em solitário. A italiana saiu da água em 12’12, com 56 segundos de vantagem ao entrar na primeira transição.

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Célia Merle

Bianca Seregni, segunda colocada na Grande Final do WTCS 2025, em Wollongong, também registrou o melhor tempo do ciclismo, com 31’16, chegando à segunda transição com mais de 1’15 de vantagem sobre a rival mais próxima. Uma corrida perfeitamente controlada lhe garantiu a primeira vitória internacional da temporada de 2026.

© Claudia D'Alo

A eslovena Tjasa Vrtacic fez o melhor tempo da corrida, com 17’06, e buscou a medalha de prata. A outra italiana, Paola Sacchi cruzou a linha apenas dois segundos depois e ficou com o bronze.

Top 5 feminino

1 - Bianca Seregni (Itália): 1h02’17

2 - Tjasa Vrtacic (Eslovênia): 1h02’40

3 - Paola Sacchi (Itália): 1h02’42

4 - Natalia Castro Santos (Espanha): 1h03’09

5 - Alejandra Seguí Soria (Espanha): 1h03’31

Entre os franceses, o balanço é de três top 10 individuais

Célia Merle (Issy Triathlon) terminou em sétimo, e Marie Wattiez (Poissy Triathlon) em oitavo. No masculino, o primeiro francês a cruzar a linha foi o atleta de Les Sables-d’Olonne, Basile Fouchard, em sétimo, seguido por Hugo Borel, em 11º.

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O revezamento misto francês, medalha de bronze

Foi preciso esperar o último dia para ver a primeira medalha francesa. O bronze veio com o revezamento misto formado por Célia Merle, Basile Fouchard, Marie Wattiez e Hugo Borel, atrás da Espanha, segunda colocada, e da Itália, a grande potência desta competição, com quatro medalhas no triatlo, três delas de ouro. A Itália terminou no topo do quadro de medalhas dos Jogos Mediterrânicos, com 224 pódios, enquanto a França ficou em quarto, com 88 medalhas, 25 delas de ouro.